
Às vezes perdemos o foco, fica tudo um pouco embaçado.
Andei uns dias um pouco desfocada.
Tenho aprendido que eu não estou solitária. Tenho aprendido que adoro estar sozinha. Tenho aprendido que eu existo pra ser livre, e nada pode me tirar isso. Minha liberdade é tão completa que mesmo o que me limita é por pura vontade minha, e vamos e convenhamos, não existem limites na minha vida.
Tenho aprendido também um pouco do que é se esforçar. Outro dia aclarei minhas idéias quantos aos momentos de vazio e confusão, onde a vontade e empolgação para com as coisas desaparecem. Bom, espero que continuem iluminadas.
Vamos às novidades: As coisas na faculdade estão caminhando, o desespero está passando, a animação vem e vai, os professores são ótimos, os colegas estão se mostrando pessoas legais também, meus horários são cretínos, meu vocabulário está aumentando. Não tenho saído muito, adoro ficar em casa, seja estudando, vendo filme, ou de bobeira. To engordando e pensando em entrar em algum tipo de grupo de atividade física ou lúdica, ou os dois. Ontem fui a um aniversário, conversei com pessoas legais. Hoje fui a San Telmo conhecer a Letícia a amiga de Kenio e a mãe dela. Que pessoas lindas, velho! Fiquei feliz ao lado delas. Comprei minha primeira caneca térmica e uma blusa com Lenon. Fiz uma salada bala, to ficando especialista nelas. Kinder Bueno é o melhor chocolate, ever! Hoje teve a minha primeira chuva de granizo! Eu era só emoção com as pedrinhas batendo na minha janela! Uhuuuuuuuuuuuuuuu! Ainda bem que eu tava em casa, já. Amanhã vou sair pra algum lugar depois da aula. Não sei onde ainda e nem com quem, mas vou! To ouvindo Jethro Tull e adorando.
De uns tempos pra cá venho aprendendo comigo mesma, de forma sincera e honesta, ou seja, aquele aprendizado que crava na carne, que as pessoas precisam ser cuidadas dentro da gente. E o importante mesmo não é a relação que você tem com elas, pra elas e sim a relação que você tem com elas pra você. E quando eu digo relação não é a de se ver, brigar, estudar ou dar um rolê, mas sim a relação de contruiu e independente de existir ou não num plano físico, existem no seu coração. A paciência é a chave da vida sem rugas de expressão. Tenho exercitado minha auto-análise e sempre tentando descobrir de onde vem o meu incomodo. Isso me deixa mais livre e mais consciente dos meus sentimentos. Tenho tentado me dar conta de todos os sentimentos físicos da angustia, tristeza, ou seja lá o nome que damos pra cada sentimento que nos aparece e nos incomoda. Nosso estomago é sem sombra de dúvidas o centro de todos eles.
Sem mais delongas, preciso de certo egoísmo, de certo individualismo, de certo internamento, de certo discernimento, de certo acompanhamento, comigo mesma.
Foto em San Telmo